A Rota Bioceânica promete transformar a economia e a infraestrutura de Campo Grande, conectando o Brasil ao mercado asiático de maneira estratégica. De olho nas oportunidades e desafios que essa nova realidade trará, o presidente da Câmara Municipal, vereador Epaminondas Neto, o Papy, participa do Seminário Internacional da Rota Bioceânica e do 6º Foro de los Gobiernos Subnacionales del Corredor Bioceánico. O evento acontece até o dia 20 de fevereiro, no Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camillo, em Campo Grande.

Para o vereador, a capital sul-mato-grossense precisa estar preparada para as transformações que virão com a nova rota comercial. “A Rota Bioceânica é um marco para o desenvolvimento de Campo Grande, e a Câmara Municipal tem que estar no centro desse debate. Precisamos planejar o crescimento populacional, a chegada de novas empresas e as oportunidades de trabalho que esse corredor econômico vai gerar”, destacou Papy.

Durante a abertura do seminário, o secretário da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Jaime Verruck, reforçou o impacto global da rota. “As empresas do mundo, especialmente do mercado asiático, já enxergam essa iniciativa como uma alternativa competitiva ao Canal do Panamá. Esse corredor coloca o Brasil e a América Latina em uma posição estratégica sem precedentes”, afirmou.

O encontro conta com a participação de autoridades do Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, que discutem soluções para tornar o Corredor Bioceânico uma realidade consolidada. Com um trajeto rodoviário de 3.320 km, a rota conectará os oceanos Atlântico e Pacífico, atravessando oito territórios dos quatro países, até chegar aos portos chilenos de Iquique, Antofagasta, Mejillones e Terminais Tocopilla.

Ao final do evento, será apresentada a “Carta de Campo Grande”, documento que consolidará as principais decisões e encaminhamentos debatidos pelas oito comissões técnicas do 6º Foro. Com isso, a capital sul-mato-grossense se posiciona não apenas como um ponto de passagem, mas como protagonista de uma nova era de integração e crescimento na América Latina.