O baixo índice de autorizações para doações de órgãos foi o tema abordado na Tribuna da Câmara Municipal por Sidney Aurélio Araújo da Costa, durante a sessão ordinária desta quinta-feira, dia 4. Há dois anos, Sidney é renal crônico e está na fila de espera para transplante de rim. Ele pediu apoio em aprimorar as políticas públicas e demais ações para orientar as famílias e equipes de saúde para tentar aumentar essas doações.

“Precisamos conscientizar sobre a importância da doação, de ter empatia com o próximo”, afirmou Sidney. Ele lembrou que muita coisa pode atrapalhar o entendimento sobre a doação de órgãos, sejam questões culturais, religiosas, falta de informação ou até de preparo das equipes de saúde em promover essas orientações.

Sidney informou que no Brasil as negativas às doações de órgãos chegam a 40% e em Mato Grosso do Sul esse percentual alcança 70%. Com isso, os transplantes realizados no Estado também são inferiores no comparativo com outras unidades da federação. Em MS, foram apenas 32 órgãos transplantados neste ano, a maioria de fígado. Já no Paraná, por exemplo, foram 600 transplantes no ano.

“Tive que me afastar do trabalho. Imagina se consigo a doação do rim, volto para o trabalho e, assim, desonero o Governo, volto a produzir”, manifestou Sidney. Ele já trabalhou como assessor na Câmara Municipal.

O vereador André Salineiro, primeiro-vice-presidente da Casa de Leis e autor do convite para Sidney falar na Tribuna, ressaltou a importância dessa conscientização. Ele recordou ações realizadas por seu gabinete, levando informações aos parques e distribuindo pulseiras na cor verde para que quando as pessoas chegassem em casa avisassem seus familiares que são doadoras.  “Quando ocorre a possibilidade, a equipe médica pergunta para a família sobre essa doação. Por isso, a importância de avisar e conscientizar. Essa causa é nobre. Nada melhor do que deixar um legado de salvar vidas”, afirmou Salineiro.

Hoje, a morte encefálica, que consiste na parada total e irreversível das funções do cérebro, é a principal situação que permite a doação de órgãos como coração, pulmões, fígado, rins, pâncreas, etc. A doação só é feita com a autorização da família. Um doador pode ajudar a salvar de 7 a 9 vidas com as doações.

Milena Crestani 
Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal