O vereador Beto Avelar voltou a utilizar a tribuna da Câmara Municipal para abordar uma pauta que, segundo ele, atravessa a realidade de sua família e de diversas outras em Campo Grande: a luta contra os erros médicos e a defesa de medidas de prevenção, responsabilização e acolhimento às vítimas.
A motivação foi o caso do menino João Guilherme Jorge Pires, de apenas 9 anos, levado à Câmara pelo presidente da Associação de Vítimas de Erros Médicos de Campo Grande, Valdemar Moraes de Souza, que utilizou a Tribuna Participativa para apontar falhas no sistema público de saúde e defender mudanças estruturais e mecanismos de responsabilização.
De acordo com o relato apresentado na sessão, a criança faleceu após passar por sete atendimentos médicos entre os dias 2 e 7 de abril. Beto Avelar relacionou a discussão à história de seu filho, Juninho, que está em estado neurovegetativo após ser vítima de uma sequência de erros médicos. O vereador destacou que discutir erros médicos não significa direcionar ataques a profissionais ou instituições, mas sim buscar mecanismos que evitem novas ocorrências.
“Falar sobre erros médicos não é atacar profissionais ou instituições. É defender vidas. É lutar para que famílias não precisem carregar ausências, sequelas e vazios que poderiam ter sido evitados. É transformar dor em mobilização, para que outras histórias tenham um desfecho diferente e a justiça seja feita”, afirmou Beto Avelar.
O vereador também defendeu que a apuração e a transparência nos casos são fundamentais para evitar a repetição de falhas. “O silêncio sobre erro médico é cumplicidade com o próximo erro. Se a gente se cala, o próximo acontece. É como a caixa-preta de um avião, serve para entender o que deu errado e impedir que se repita”, declarou Beto Avelar.
Ao encerrar o pronunciamento, o parlamentar afirmou que a memória de João Guilherme e a luta diária vivida por Juninho reforçam a necessidade de ampliar o debate sobre responsabilidade, escuta e humanização no cuidado à vida.