A Câmara Municipal de Campo Grande aprovou duas propostas que podem ampliar as alternativas de acesso à moradia para famílias de baixa renda em situação de vulnerabilidade. Os projetos autorizam a destinação de áreas públicas para a construção de empreendimentos de habitação de interesse social na modalidade de locação social.
As áreas estão localizadas no Residencial Abaeté, no bairro Mata do Jacinto, e nas proximidades do Macarronadas, na região do Taquarussu. Com a aprovação do projeto pelos parlamentares, os terrenos serão destinados à Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários (EMHA).
A iniciativa prevê a implantação de uma modalidade habitacional voltada a famílias que estejam passando por períodos de instabilidade ou vulnerabilidade e que, naquele momento, não tenham condições de garantir uma moradia adequada.
A medida também amplia o debate sobre políticas públicas de habitação em Campo Grande, buscando alternativas para situações em que a família precisa de uma moradia imediatamente, mas ainda não reúne condições para adquirir um imóvel.
“É uma proposta diferente, pensada para ampliar as alternativas no combate ao déficit habitacional e garantir mais dignidade para quem precisa de um teto e de apoio durante um momento difícil”, destaca o vereador Beto Avelar.
Na prática, a proposta é que essas famílias possam ocupar os imóveis temporariamente, por meio de um sistema de locação social, enquanto reorganizam sua vida financeira e familiar e buscam melhores condições para conquistar uma moradia definitiva.
“Essa é uma iniciativa que permite criar uma alternativa complementar às políticas habitacionais tradicionais e contribuir diretamente para a redução do déficit habitacional que há muitas décadas ocorre em nossa Campo Grande”, enfatiza Beto Avelar.
Com a aprovação dos projetos defendidos por Beto Avelar, a Capital avança na discussão de um novo modelo de política habitacional, com foco em segurança, dignidade e apoio temporário às famílias em situação de vulnerabilidade.